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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Armadilhas do ego

Um bom exemplo delas, é a questão do “status” ou posição social. Desde cedo, somos massificados com a seguinte informação: “você é o que tem”. Alguém com um anél de ouro, um carro mais moderno, uma roupa de marca, consegue se sentir bem exibindo-se em público e atraindo atenções para tal. Se sente uma pessoa superior apenas por possuir bens materiais que, “dizem” ser melhores do qu...e muitos outros em uso pela grande maioria. Nomes e marcas fazem este trabalho, que evidentemente é ilusório para os que sabem como isso tudo é criado, mas altamente corruptível e atraente para a grande maioria. É a manutenção do ego utilizando a ilusão do status, criada pelo capitalismo através da mídia.
E daí, entra em ação mais uma vez o turbilhão químico do bem-estar, a partir de um estímulo nocivo. E isso acontece em diversas outras situações do cotidiano, que visam atrair a atenção para si.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um ano a mais



Perguntaram-me hoje como me sentia mais velha. Respondi: Igual a ontem, mas diferente de anos atrás!

Certamente mudei em muitas coisas. Percebo que já não sou tão impulsiva. Ganhei algum peso, rugas e afins. Que a idade do 'condor' já bateu na porta -minha 'adorável' hernia de disco, sempre presente...Grrr- e instalou-se na casa desavergonhadamente. Com as queixas também admito evoluções na minha personalidade. Coisa que percebo não chegar nunca na vida de alguns. Moro sozinha e não queixo-me, sou bem resolvida quanto a isso. Houve um tempo que eu não passava sem alguma movimentação, hoje penso que é uma grande banalidade e pouco acrescentou a minha existência, excetuando que, sem essa experiência não haveria como fazer tal avaliação e mudar em muitos pontos.
 Tenho três bons filhos já adultos e casados com pessoas excelentes. Uma linda netinha de quase dois anos, que ilumina minha existência. Uma parte de minha vida passou e sai-me vitoriosa. Agora aguardo ansiosa uma troca de 'pele', como dizem enquanto a vida há possibilidades. Mas, não sou aquela sonhadora alienada e tola, inclusive sou deveras realista.
Quero apenas que Deus continue iluminando meu caminho. Amém!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Explicando minha ausência



  • Fase introspectiva
  • Boiando no limbo
  • Mente funciona. Corpo não
  • Indefinição na jornada
  • Estagnação produtiva
  • etc
  • etc
  • etc

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe.



Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe.
Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.
Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.
Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.
Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre um que realmente te faz feliz.
Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia,”foda-se, mande pro inferno, esquece!”, vocês não podem “ser amigos”. Um amigo não destrataria outro amigo.
Não conserte.
Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que “ele vai melhorar”.
Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.
A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?
Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.
Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar, faça um escândalo.
Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.
Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.
Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você… mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.
Não o torne um semi-deus.
Ele é um homem, nada além ou aquém disso.
Nunca deixe um homem definir quem você é.
Nunca pegue o homem de alguém emprestado.
Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.
Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate. Todos os homens NÃO são cachorros.
Você não deve ser a única a fazer tudo…compromisso é uma via de mão dupla.
Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Não há nada precioso quanto viajar. Veja as suas questões antes de um novo relacionamento.
Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar.
Uma relação consiste de dois indivíduos completos, procure alguém que irá te complementar… não suplementar.
Namorar é bacana. mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.
Faça-o sentir falta de você algumas vezes… quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele, ele se acha…
Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (ou co-assine qualquer documento) de um homem.
Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros…
O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas.
Você deve saber que, você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa.
Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único.
Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções.
Faça a escolha certa.

(Este texto é de Oprah Winfrey, apresentadora conceituadíssima dos Estados Unidos.)

sábado, 17 de abril de 2010

Ser complemento

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é muito grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer nossas expectativas, assim como não estamos aqui para satisfazer as delas.
Temos que nos bastar. Nos bastar sempre e, quando procurarmos estar com alguém, fazer isso ciente de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem. Mas nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se "precisam". Elas se "completam". Não por serem metades, mas por serem pessoas inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias, amores e vida.


sábado, 20 de março de 2010

Cara diz que te ama, então tá.



Cara diz que te ama, então tá.
Ele te ama. Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas.
Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se. A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela
pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. “Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho”.

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. “Lembra que quando eu passei por isso você disse
que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato.”

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
           Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.          (Martha Medeiros)


"Martha Medeiros (Porto Alegre, 20 de agosto de 1961) é uma jornalista e escritora brasileira.
Trabalhou em propaganda e publicidade, mas logo se sentiu frustrada com a carreira. Quando seu marido recebeu uma proposta de trabalho no Chile, decidiu que uma mudança de país seria uma ótima oportunidade para dar um tempo na profissão. Esta estada de nove meses no Chile, na qual passou escrevendo poesia, acabou sendo um divisor de águas na sua vida. Quando voltou para Porto Alegre, começou a escrever crônicas para jornal e, a partir daí, sua carreira literária deslanchou."

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ONDE MORA A FELICIDADE?

Você sabe onde mora a felicidade?
Sim, se você deseja encontrar a felicidade, primeiro é preciso saber onde ela mora.

Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas a felicidade pode ser encontrada em vários lugares e revestida das mais variadas formas.

No entanto, é preciso procurar com sabedoria, para não seguir falsos guias ou falsas trilhas.

Muitas vezes o prazer tem acenado para as pessoas que estão em busca da felicidade, mas logo ele se vai, deixando rastros confusos e um forte sabor de amargura.

Outras vezes a riqueza se diz proprietária da felicidade, mas nem sempre consegue aprisionar essa fugitiva, que logo se vai, deixando uma sensação de vazio naqueles que acreditam em suas falsas promessas.

Não raro, o poder, travestido de orgulho, se coloca como único mensageiro da felicidade, iludindo aqueles que caem em suas malhas cruéis.

Sem escrúpulos, a ambição desmedida tem se apresentado como guia capaz de conduzir os interessados à morada da felicidade, mas, tão logo suas vítimas abrem os olhos, já estão bem distantes do seu objetivo.

Outras vezes, a juventude, de combinação com a beleza física, arrebata criaturas descuidadas que estão em busca da felicidade, para logo mais abandoná-las, sem rumo e sem esperança, na estrada da desilusão.

Talvez seja por isso que a felicidade é o tesouro mais procurado e mais dificilmente encontrado.

E você sabe por quê? Porque o homem a tem buscado em coisas exteriores, situações passageiras ou em outras pessoas.

Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem a juventude, nem mesmo todas essas condições tão desejadas reunidas são condições essenciais à felicidade...

Isso se pode constatar porque incessantemente se ouvem, no seio das classes
mais abastadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.

Quem deseja, sinceramente, ser feliz, sabe que a felicidade independe de valores externos, mas é a somatória de vários fatores internos, como o dever cumprido, a consciência tranqüila, a serenidade da alma.

Ao contrário do que se pensa, a felicidade não é ausência de sofrimento, de dor, de obstáculos no caminho, mas é o estado da alma que o ser conquista, apesar de todos os desafios naturais da caminhada.

Todos os grandes líderes da humanidade lutaram até atingir sua meta: alcançar a felicidade possível, nesta vida de provas e expiações.

Buda renunciou a todo conforto principesco para conquistar a iluminação.

Maomé sofreu perseguições e permaneceu incansável até alcançar sua meta.

Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos de não-violência e da liberdade para seu povo.

E Jesus preferiu a cruz infamante à mudar seu comportamento baseado no amor.

Como se pode perceber, a felicidade de cada indivíduo depende da fidelidade
que cada um tem para consigo mesmo e para com as metas que estabeleceu para alcançá-la.

Assim sendo, a felicidade encontra morada onde quer que exista alguém disposto a lhe dar guarida.

Pode ser num casebre ou numa mansão, num leito de dor ou num jardim de alegrias, o importante é saber senti-la e saber cultivá-la.

"Na terra, a felicidade somente é possível quando alguém se esquece de si mesmo para pensar e fazer tudo que lhe seja possível em favor do seu próximo."

Sinta essa felicidade dentro de si.

sábado, 7 de novembro de 2009

Tem pessoas que consideram falta de criatividade ficar retirando textos de outros locais e colocando em seu blog. Bom, eu não vejo a coisa sob esse prisma crítico. Eu o faço como admiração, vontade de divulgar o que considero interessante e importante. Isto é bem mais válido que muito do que rola por aí. Quem tem senso e navega na Internet sabe disso.
Quanto a mim... continuo no meu estilo.

ESCOLHAS ERRADASSerá mesmo que estamos condenados a fazer sempre escolhas erradas? Será mesmo que vamos ter de viver - até morrer - ou viver no morrer em relacionamentos sofríveis com os pares errados? Com aqueles que só tiram e nada acrescentam? Será mesmo esse o nosso destino? Sofrer, perder, chorar, ser traído, aceitar migalhas, viver em uma confusão de pensamentos e sentimentos que nos tiram do foco? Será que a nossa função será sempre controlar o outro só para não nos olharmos? Será que vamos ter de carregar para o resto das nossas vidas essa marca, essas escolhas? Será que um dia - depois de tantas escolhas - seremos capazes de escolher certo? Assumir nossa responsabilidade pelo que é nosso - NÓS! Esse é sempre o mesmo convite. E, posso lhe garantir, se não acreditasse nisso nada mesmo valeria à pena. Podemos, sim, desafiar nosso destino. Escolher diferente. Escolher o novo. Mudar o padrão.

Rompimento difícil:  E isso é fácil? Não, meus queridos, não é mesmo fácil... Pode mesmo tomar uma boa parte das nossas vidas se deixarmos de lado. Se abaixarmos a cabeça e nos entregarmos... Se acreditarmos que é isso - vamos ter de viver assim - encolhidos, sem brilho, sem cor, sem amor... E a vida é mais. É tão importante compreender que essas escolhas, ao longo do tempo, viciam. Essa referência que carregamos e que nos faz repetir o mesmo comportamento demanda um esforço sobre humano para ser quebrada. E não é mesmo fácil romper com o que passou. Com as velhas amizades que nos puxam para baixo, com aqueles que nos fazem sofrer...

Vale tentar:  Fácil? Não! Não é fácil deixar para traz um legado de péssimas escolhas, com péssimos relacionamentos e uma vida doente. Mas podemos sempre tentar. Podemos sempre acreditar que tudo pode ser renovado. Que podemos ser mais. Que podemos ter mais. Que somos mais...E então, mais um passo a ser dado. Crescer, evoluir, focar em si mesmo. Trabalhar o autoconhecimento. Questionar-se, buscar ajuda... Compreender o porquê - a causa - o que nos faz assim, diferentes de outros, que escolhem com base no trinômio BOM, BELO e VERDADEIRO.
Crenças:  O que nos impede de fazer o mesmo são crenças que trazemos conosco da infância. Decisões que tomamos com base em percepções de uma realidade que hoje, com os recursos que temos, pode ser superada... É fácil? Não! Não é fácil. Nada é assim tão simples... Ficar na MENTIRA, ILUSÃO E DOR é um vício terrível. E, como somos realmente complexos, se não formos fundo no SER, no SONHO, na origem do problema, não vamos conseguir caminhar.
Mudanças:  O caminho da transformação traz em si - mais e mais - bloqueios que vão além do medo da mudança. Vamos nos deparar com críticas absurdas, com pessoas do nosso passado que não se conformam em saber que estamos em outra, com pessoas do nosso convívio que perderão sua função de nos consolar e que não estarão mais a vontade conosco, com familiares acostumados a nossa infelicidade e que não sabem mais lidar conosco - agora - nessa nova fase...Passa ? Sim! Tudo isso passa e esse trabalho de autoconhecimento, vinculado à maturidade que os anos nos trazem, faz toda a diferença. Podemos, sim, viver melhor. Escolher melhor. Respirar, inspirar, ser...Depende de força, coragem para mudar, determinação e de uma dose de humildade - para saber que precisamos de ajuda! No mais, é acreditar e começar. Olhar para dentro dói, incomoda, mas LIBERTA
Sandra Maia é autora dos livros: Eu Faço Tudo por Você - Histórias e relacionamentos co-dependentes e Você Está Disponível? Um caminho para o amor pleno. Fale com ela no e-mail smaia@brpress.net.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Do neolítico ao andróide paranóide

Como uma sarna, a depressão está por todo lado: segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020 ela passará da 4ª para a 2ª colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo. No ambiente de serviço, a depressão pode se manifestar com queda da produtividade, desinteresse para aprender novas tarefas e isolamento social. Algumas pessoas podem direcionar os sintomas para um espectro de irritabilidade: muitas vezes, o famoso "pavio curto" não é um sujeito nervosinho ou estressado, mas apenas mais um deprimido.

Balela
No combate à depressão, muito tem sido dito sobre o papel das empresas como promotoras da saúde de seus funcionários. Quanta balela. Não é um papel da empresa zelar pelo bem estar do funcionário. O papel da empresa é espremer do funcionário o lucro que puder, pelo tempo que conseguir.
Existem 6 bilhões de pessoas no planeta. Alguém irá substituir você quando sua produção não compensar seu salário. É um mundo capitalista e não venha me dizer que você não sabia disso até hoje.

Sua vida
Por outro lado, o SEU papel como indivíduo que pensa (vamos acreditar nesta premissa, ela é importante para concluir o raciocínio) é procurar SUA qualidade de vida. E isso pode envolver ficar naquela empresa, emprego ou relacionamento - ou não. Você escolhe. Mas a partir do momento em que decidir colocar a liberdade desta escolha nas mãos de terceiros, não se surpreenda se os resultados não forem exatamente o que você estava buscando.
Quanto às previsões terroristas da OMS, não vejo dificuldade em enxergar as razões por trás da marcha avassaladora dos transtornos depressivos. Nossa espécie tem cerca de 300 mil anos. Durante séculos fomos nômades, caçadores e coletadoras. Mudávamos de residência a cada estação, vivíamos desafios diferentes a cada dia. Sempre uma nova presa, uma nova pescaria, um pedaço desconhecido do bosque para explorar e buscar novas frutas e novos caminhos para a sobrevivência.
Apenas de uns 100 séculos para cá dominamos a agricultura e abandonamos a existência nômade por excelência. Mas, de um ponto de vista proporcionalmente evolutivo, permanecemos filhos daqueles pré-neolíticos. A herança genética daquela natureza intrépida sobreviveu impregnada no núcleo de nossas células, após dezenas de milhares de gerações aventureiras.
Foi apenas no rápido intervalo iniciado há 3 séculos que demos início ao cotidiano como o conhecemos hoje. O bombardeio da revolução industrial encaixotou o espírito aventureiro, e o reflexo instintivo de luta ou fuga terminou restrito a uma cabine de telemarketing com uma tela de LCD numa ponta e uma cadeira ergonômica na outra. No meio, um exemplar de Homo sapiens capaz de muito, porém fazendo tão pouco.

DiscrepânciaÉ óbvio que a dissonância entre a magnitude do que poderíamos ser e a mediocridade do que aceitamos nos tornar só poderia resultar em problemas. E estes problemas surgiram na forma de um aumento dos casos de câncer, doenças auto-imunes, complicações cardiovasculares e alterações psiquiátricas de toda sorte. Criamos uma realidade que subverteu nossa natureza - e agora as promissórias estão vencendo.
Se pretendemos mudar as previsões da OMS para os transtornos depressivos, precisamos de uma revolução dos costumes, um ponto de ruptura lúcida como o que ocorreu no Renascimento, no Iluminismo e com os Baby Boomers, mais recentemente. É possível que esta revolução silenciosa já esteja em curso, patrocinada pelas idéias da Geração Y.

Marvin, o robôNa física, a simples presença do observador é capaz de alterar os resultados, e é provável que o mesmo ocorra com as estatísticas da OMS. Ao divulgar o gráfico de ascensão dos transtornos depressivos, o aumento da percepção pode levar a uma série de mudanças de atitudes, que por sua vez irão alterar completamente o panorama quando o futuro chegar.
Para quem não quiser passar o tempo vestindo a fantasia de Marvin (o sagaz robô anedônico do Guia dos Mochileiros das Galáxias), as próximas décadas prometem ser bem divertidas.

*Dr. Alessandro Loiola é médico, escritor e palestrante. Autor de, entre outros livros, "Para Além da Juventude - Guia para uma Maturidade Saudável" (Editora Leitura).

sábado, 10 de outubro de 2009

Que peso, meu Deus!!!

Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão... A medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, por pensar que são importantes.
A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais, então você pode escolher: ficar sentado a beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem.Você pode ficar a vida inteira esperando ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala. Mas, o que tirar ?

Você começa tirando tudo para fora... veja o que tem dentro: Amor, Amizade...nossa ! Tem bastante, curioso, não pesa nada... Tem algo pesado.... você faz força para tirar.... era a Raiva - como ela pesa!
Aí você começa a tirar, tirar e aparecem a Incompreensão, Medo, Pessimismo... nesse momento, o Desânimo quase te puxa pra dentro da mala .... Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece um Sorriso, que estava sufocado no fundo da sua bagagem....Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade...
Então você coloca as mãos dentro da mala de novo tira pra fora um monte de Tristeza...Agora, você vai ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante....Procure então o resto: a Força, Esperança, Coragem, Entusiasmo, Equilíbrio, Responsabilidade, Tolerância...
Ah!! O Bom e Velho Humor. Tire a Preocupação também. Deixe de lado, depois você pensa o que fazer com ela...
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Mas, pense bem o que vai colocar dentro da mala de novo, hein? Agora é com você. E não se esqueça de fazer essa arrumação mais vezes, pois o caminho é MUITO, MUITO LONGO, e sua bagagem, poderá pesar novamente.
Bye, bye... boa viagem, héin??

terça-feira, 24 de março de 2009

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA DOR DE AMOR...

Quando iniciamos um novo relacionamento somos tomados por uma série de expectativas com relação à outra pessoa e tudo o que poderemos viver com ela. Fantasiamos nossos sonhos e ficamos esperando que o outro os realize, exatamente da maneira como idealizamos. No entanto, nos esquecemos que o outro também entrou no relacionamento com os seus sonhos e desejos que espera serem realizados por nós. Então, de repente um dos lados se frustra achando que escolheu a pessoa errada, pois está com alguém que não lhe completa e resolve terminar o relacionamento.
Após esse término provavelmente os dois serão atingidos pela pior dor que pode existir que é a dor de amor. Para ela não há anestesia ou remédio que diminua o aperto no peito, a falta de ar, a vontade de morrer e a sensação de que nunca mais amará outra pessoa na vida. Para acompanhar e intensificar essa dor aparece um conflito entre amar e odiar a pessoa que foi capaz de nos causar tamanha tristeza.
Mas será que quando choramos realmente é pela falta do outro? Muitas vezes a dor que sentimos pode ser causada pela rejeição, pela dificuldade em acostumar-se com a falta de uma companhia, pela saudade das risadas, por não sermos amados na mesma intensidade que amamos e etc.
No entanto, o que mais mata é perder uma parte nossa que foi embora com o outro e que nunca mais voltará. Afinal, você doou um tempo da sua vida, depositou todo o seu afeto e compartilhou os seus sonhos e expectativas com essa pessoa, e ela agora lhe diz chega, acabou, não dá mais! , vira as costas e vai embora.
Ficar se perguntando por que acabou, o que você fez de errado que resultou nesse trágico fim não é o melhor remédio nesse momento. Procure não cometer o erro de assumir para si a culpa pelo o que aconteceu, pois tanto o sucesso quanto o fracasso de uma relação são de responsabilidade dos dois envolvidos na história.
Apesar que a capacidade de amar nos faz vermos que estamos vivos, dê um tempo até procurar um novo amor, pois ao contrário do ditado: Nada melhor do que um novo amor para esquecer o passado , começar um relacionamento sem ter superado a perda, pode ser fatal para a nova reação. Aí, a dor vai de uma nova separação vai ser muito pior.
Essa dor tende à durar um tempo, mas é sadia e faz bem chorar e se recolher por um tempo para poder elaborar o que aconteceu e aí estar pronto para viver novamente. A dor de amor pode ser comparada a um corte profundo que precisou de alguns pontos para ser fechado e diminuir o sangramento. Enquanto os pontos estão cicatrizando o local dói, fica incomodo e precisa de curativos diários. Porém, depois de cicatrizado já não se sente mais nada e o que restou foi apenas uma marquinha na pele, que com o tempo pode até desaparecer. Como disse Nietzsche O que não provoca a minha morte faz com que eu fique mais forte.
Para ajudar na sua cicatrização lembre-se que ninguém é insubstituível, que a vida é para ser vivida e que não devemos ficar tão apegados ao amor do outro porque devemos nos amar em primeiro lugar. "Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim e que valeu a pena."(Mário Quintana)